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Polícia Federal captura integrante financeiro de esquema bilionário no INSS

Um dos últimos foragidos da Operação Sem Desconto, responsável por gerenciar verbas ilícitas, é preso em ação que visa desarticular fraudes que somam 6,3 bilhões de reais.

12/03/2026 às 10:12
Por: Redação

A Polícia Federal (PF) efetivou a prisão de um dos últimos indivíduos que se encontravam foragidos no contexto da Operação Sem Desconto, nesta quarta-feira, dia 11. O detido é suspeito de desempenhar um papel crucial no esquema de desvio de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foco da operação deflagrada em abril de 2025.

 

A identidade do homem não foi revelada pela corporação. Ele era uma peça fundamental no núcleo financeiro da organização criminosa, responsável por toda a movimentação e administração dos fundos desviados, operando como um "contador" da quadrilha. Este grupo era liderado por Antonio Carlos Antunes, conhecido como Careca do INSS, que já havia sido preso em setembro do ano anterior.

 

Policiais federais realizaram a prisão após minucioso trabalho de investigação e de levantamentos que permitiram localizar o investigado.

Conforme destacado pela Polícia Federal em nota oficial, a captura foi o resultado de um trabalho investigativo detalhado e de levantamentos estratégicos que viabilizaram a localização do suspeito. O homem foi imediatamente encaminhado para uma unidade da Polícia Federal e permanecerá à disposição da Justiça para as devidas providências legais.

 

Contexto da Operação Sem Desconto

 

A Operação Sem Desconto foi iniciada em abril de 2025, resultado de uma colaboração entre a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU). A iniciativa teve como finalidade combater um extenso esquema que aplicava descontos associativos sem autorização em benefícios de aposentadoria e pensões do INSS. As estimativas indicam que as entidades envolvidas na investigação desviaram aproximadamente 6,3 bilhões de reais de aposentados e pensionistas no período compreendido entre 2019 e 2024.

 

As fraudes e todos os envolvidos nesse esquema criminoso também estão sendo minuciosamente apuradas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social, que atua no âmbito do Congresso Nacional.

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